CUSTOS PARA A COMPRA DE IMÓVEL

Os gastos iniciais e obrigatórios de quem está adquirindo um imóvel

Registro_imoveis_03São três grandes desembolsos

1 – Entrada: varia de 20% a 30% do valor total do imóvel, dependendo do banco. Significa que, em um imóvel de R$ 200 mil, o comprador vai ter que desembolsar, na hora de assinar o contrato de financiamento, de R$ 40 mil a R$ 60 mil.

2 – Taxas de banco: são referente à análise do imóvel e custam entre R$ 2,3 mil e R$ 3 mil.

3 – Por fim, despesas com ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) e registros:

– O percentual do ITBI no Estado varia de 2% a 3% do valor de compra do imóvel – e, em geral, o pagamento é de uma vez só, sem parcelamento). Aqueles que vão comprar a primeira moradia residencial pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) têm direito ao desconto de 50% referente ao imposto, conforme determina o artigo 290 da lei 6.015/73.

– Já o registro varia de R$ 843 para imóveis acima de R$ 50 mil até R$ R$ 3.441 para unidades com preço a partir de R$ 200 mil. Vale frisar que, quem adquire a primeira moradia pelo SFH tem o direito de pagar apenas 50% do registro e também tem a opção de incluir o custo nas parcelas do empréstimo bancário.

De acordo com informação da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Estado do Espírito Santo (Ademi-ES), todas as despesas de cartório e impostos custam, em média, 5% do valor do imóvel, sem contar os casos de terrenos de marinha, quando o valor chega a 10% – a taxa de laudêmio é de 5% do valor do imóvel.

Na lista de despesas do cartório está a escritura, que segue tabela da Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Espírito Santo. Para imóveis de R$ 100 mil, por exemplo, o valor da taxa é de R$ 1.957,08 – o teto, para imóveis acima de R$ 200 mil, é de R$ 4.129,65.

A escritura pode ser lavrada em qualquer cartório de notas, porém o registro dos imóveis só é feito na localidade em que ele se encontra.

Em caso de financiamento, não há custos para lavrar a escritura, que é substituída pelas taxas do banco – de avaliação e para serviços internos – que variam entre R$ 1.200 e R$ 1.500.

Todo financiamento feito dentro do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) deve incluir o pagamento de dois seguros, um para MIP (Morte e Invalidez Permanente) e o outro para DFI (Danos Físicos do Imóvel). Ambos são pagos simultaneamente às parcelas do financiamento. No geral, o custo dos seguros na prestação do imóvel é de 3% a 5%. O consumidor pode economizar no desembolso das apólices ao comparar os seus valores com diferentes instituições bancárias.

Nessa etapa também é aconselhável pedir para a instituição financeira a planilha de cálculo do CET (Custo Efetivo Total), que vai mostrar todos os encargos e despesas do empréstimo.

É bom lembrar que é possível usar o saldo do FGTS na hora de comprar o imóvel.

Para imóveis do programa Minha Casa Minha Vida há outra ajuda: os subsídios, que podem chegar a até R$ 27 mil, dependendo da renda. Os subsídios são maiores para rendas menores.

Fonte: CBN Vitória

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